Música colorida
Descobrimos Marie Gabriella em uma felicidade do destino e ela é a responsável pela trilha sonora da nossa nova coleção. Assinada por Ana Soares, consultora de imagem e estilo, a coleção foi criada a partir das cartelas de análise cromática pessoal. Nos apaixonamos pela música "cores", que une poesia + melodia.
Batemos um papo com ela para falar sobre a vida, carreira e, claro, cores!
JR: Conta um pouco sobre a sua trajetória profissional. Como a música entrou na sua vida?
MG: Desde muito nova sempre amei cantar, venho de uma família musical, meus pais sempre curtiram música e eu cresci ouvindo e cantando. Morei em um sítio, no meio da natureza, até os nove anos de idade. Em um determinado momento da minha vida, entrei em uma busca de autoconhecimento e a música foi determinante nesse caminho. Fui para a Índia e me apaixonei pelos mantras, que passaram a fazer parte da minha vida. Influências da Bahia, da minha adolescência, do samba e do forró também se misturaram e me ajudaram a compor esse trabalho autoral que tenho há mais ou menos 10 anos - profissionalmente há três anos - com quatro álbuns gravados.
JR: Nós amamos o estilo das suas músicas, achamos que tem uma mistura linda de poesia e melodia good vibes. Como você definiria o seu estilo?
MG: Esse estilo de música está sendo popularizado como “Música de Rezo”, por ser uma música que parece rezada. Mas, também tenho uma influência muito grande da MPB, meu último álbum é pura MPB, mas sempre com um toque de devoção à natureza, com poesias que trazem autoconhecimento e reflexões.
JR: O que te inspira a criar o seu trabalho?
MG: O que me inspira é exatamente a minha trajetória. Minha conexão com a natureza e minha busca pelo autoconhecimento e desenvolvimento espiritual são fontes ricas para criação. As belezas e até as dificuldades da vida podem servir de inspiração, ela vem de lugares muitas vezes inesperados e surpreendentes. E, claro, o retorno que recebo do meu trabalho também é o que me move. Recebo depoimentos e carinho do meu público e vejo que minha música ajuda muita gente e isso acaba me ajudando também. É um lindo ciclo.
JR: Além de interpretar, você compõe suas letras, o que transmite uma intimidade ainda maior com a música. Conta pra gente como funciona o seu processo de composição.
MG: Isso sempre foi muito natural desde que eu era criança. Lembro que a minha mãe rezava orações tradicionais com a gente e sugeria que criassemos nossas próprias orações, da nossa forma. Sempre fui muito espiritual, não religiosa, mas adorava esse momento. Minha expressão pelas palavras se uniu a minha musicalidade e assim foram surgindo orações e letras de música.
JR: Quem são as suas maiores referências na música?
MG: A Flávia Wenceslau e o Chandra Lacombe foram grandes inspiradores da minha poesia, da minha música, de tudo. A geração contemporânea que acompanho e amo passa por Mariana Aydar, Maria Gadú, Luedji Luna e Bruna Caram, que fiz parceria no meu último álbum. E, com certeza, me inspiro e estudo até hoje Elis Regina, Maria Bethânia e toda essa ancestralidade da música brasileira.
JR: Como você soube que queria ser cantora?
MG: Sempre quis ser cantora. Eu brincava em cima do meu telhado com um cabo de vassoura me imaginando cantando para uma multidão lá embaixo. E a vida foi me mostrando isso, me revelando que esse era um dom que existe em mim e faz bem para as pessoas. É o que eu amo fazer.
JR: Além de cantar, o que você mais ama fazer?
MG: Eu amo viajar, conhecer lugares e culturas diferentes, estar com amigos, mas também estar recolhida, dançar (amo muito) e ver meu trabalho sendo realizado, acontecendo.
JR: E se não fosse cantora, o que seria?
MG: Acho que psicóloga ou pedagoga. Podia até ser astróloga também, porque é um assunto que me interessa muito.
JR: “Cores” é a nossa música tema da coleção assinada pela Ana Soares. Conta um pouco para a gente de como ela nasceu.
MG: Eu morava em uma casa e meu quarto tinha uma janela em que a luz do Sol entrava cedinho, no amanhecer. Sempre amei aquela luz amarela e às vezes eu acordava, por conta dela, e ficava admirando toda aquela beleza. Em uma dessas vezes eu, praticamente, acordei cantando “eu gosto desse amarelo que vem me acordar…” e foi aí que “Cores” começou a nascer. Demorou apenas três dias para a canção estar finalizada.
JR: Você se considera uma pessoa das cores?
MG: Muito, sou super colorida. Sou uma pessoa muito eclética - geminiana, com ascendente em áries, né? - Não sou uma pessoa de cores neutras, gosto de verdão, amarelão, rosa, mas também não desgosto de cores mais leves. Sinto que as cores têm um efeito emocional, psíquico, espiritual e respeito isso.
JR: E como está a sua agenda de shows? Poderemos te ver pelo Rio de Janeiro?
MG: Sim! Vou gravar um clipe no Rio de Janeiro e fazer um show do meu novo álbum “Tudo é possível” ainda neste segundo semestre. Passarei também por algumas cidades de São Paulo, como Santos, por Natal, Salvador e Caraíva, no Sul da Bahia. Minha agenda completa está disponível no meu site.
Depois desse papo gostoso, que tal dar o play na nossa playlist exclusiva “Liberte suas cores” elaborada pela Marie Gabriella? Clica aqui.
Acompanhe a Marie pelo site e redes sociais: @mariegabriellaoficial

